Outro dia estava lendo um ótimo texto de “Ivan de Almeida” ( aliás, gosto muito de seus textos… eles nos levam a refletir) sobre o que é ” uma boa fotografia “. Como já disse, o artigo nos leva a pensar de fato sobre as diretrizes que a fotografia sempre trilhou e seus novos rumos. Sempre astuto, observador e profundo em seus assuntos, Ivan conseguiu, no mínimo, mexer com o íntimo de cada um que leu seu texto.
Eu, como um “simples mortal” no mundo da fotografia, não me sinto à vontade (ou mesmo capacitado) para opinar tecnicamente sobre o assunto, como alguns amigos o fizeram na forma de comentários no blog do Ivan. Mas me sinto à vontade para tocar no assunto, aqui no meu blog, e passar a bola pra frente, para que os frequentadores daqui possam também refletir e tirar suas próprias conclusões.
Concordo plenamente quando o Ivan diz “…tão poucas fotos vemos onde há discurso visual definido, que o o correto, o corretíssimo seria dizer o dito no título deste artigo: “sua fotografia não é boa”. Isso significando que ela não é nada além do comum.”
Agora, entre os vários comentários enriquecedores, destaco um que chamou minha atenção em alguns pontos. É o comentário de Armando Vernaglia Jr. Destaco então, quando ele diz:
” …Aí pergunto, o que é uma boa foto?
Uma foto que agrada milhares de pessoas é boa?
Uma que agrada meia duzia de especialistas é boa?
A que só agrada a mim mesmo é boa?
Uma foto que agrada a mim, aos especialistas e à torcida do flamengo é boa?
A minha resposta para todas as perguntas é que sim, é boa, pois se agradou apenas a mim, é boa para mim, se agradou ao mundo, é boa ao mundo, mas aí vem a pergunta: Qual é a melhor foto? A que agradou a mim ou a que detesto mas que o mundo adorou?”
Realmente, pensando por esse lado, é uma questão meramente subjetiva. E partindo pro lado da técnica Armando também questiona ” …A técnica define a qualidade? Se for por aí Monet é um pintor mediocre, Van Gogh idem, Munch então nem se fala… pera aí, mas estes todos são gênios, então técnica talvez não defina qualidade.
O critério previamente aceito define a qualidade? Veja, se formos por aí, Beethoven não existiria ois todos ainda seguiriam Bach, o critério aceito… nem Mozart existiria, e citei dois gênios para mostrar que a quebra de paradigma existe e deve ser aceita para entendermos quando o novo surge.”
Como meu conhecimento, tecnicamente falando, ainda não me dá condições de defender uma “tese”, vou para o lado da massa: “gosto é gosto”, como na primeira citação do comentário do Armando. E isso serve, teoricamente, em toda área: música, pintura, literatura, gastronomia… Aqueles quadros de pintura todos rabiscados, por exemplo, dependendo do pintor, vale milhões. Para outros não vale um prato de comida. Mas mesmo assim, alguns desses “quadros rabiscados” até que agradam pela sua harmonia.
Fotografia é a mesma coisa (na minha opinião gente… pelo amor de Deus!) vai do autor e vai do gosto de cada um. Gosto muito de observar as fotografias de casamento de Vinícius Matos, feitas no estilo jornalístico. Já ouvi comentários de alguns amigos e amigas que nesse estilo, nem de graça… Outro exemplo: um nome que não sai do meio fotográfico “Cia de Foto” é uma revelação na fotografia contemporânea. Também aprecio, vejo, observo e até estudo suas fotos, pois é um exercício muito importante na fotografia a observação. Agora tem umas imagens que, como disse um amigo que olhava as fotos da Cia de Foto no flickr junto comigo, “…eh! A gente fica pensando?!”
Quem quiser ler o artigo e os comentários na íntegra, acesse os links acima.